Parasitas em Saguis: pesquisa em andamento

(Callithrix spp.) na plataforma.

(Callithrix spp.) na plataforma.

Esse Post foi feito com a ajuda da estagiária-voluntária Clara Ferreira, que desenvolve sua pesquisa de iniciação científica junto ao Projeto Fauna do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A pesquisa, sobre parasitas em fezes de sagui (Callithrix spp.), tem a orientação dos professores Luciana Guerim, da Universidade Estácio de Sá e Carlos Eduardo Verona, do projeto de primatas do Rio de Janeiro.

(Callithrix spp.) na plataforma.

(Callithrix spp.) na plataforma.

Através de monitoramentos diários, acompanhando os grupos de saguis, toda vez que algum deles faz “número 2”, aproveitamos para coletar. Também nas plataformas montadas para habituação e captura, quando os saguis passam para comer a isca (alguma frutinha), acabam deixando um “presentinho” para nós. Tenho certeza que você nunca viu ninguém mais feliz ao ver cocô que um biólogo ou veterinário de animais silvestres que trabalha com fezes. hahaha

As fezes coletadas nas plataformas são triadas e analisadas no laboratório da UNESA, utilizando o método de sedimentação. Com a ajuda da professora Luciana, os parasitas são identificados e fotografados.

(Callithrix spp.) invadindo a lixeira

É muito importante avaliar o trânsito de parasitas entre primatas humanos (nós) e não humanos (nossos amigos saguis, por exemplo), como forma de conhecer os riscos envolvidos nessa relação. Tanto para os Callithrix quanto para nós existem inúmeros riscos. E também para outros animais, domésticos ou selvagens, que convivem com os saguis.

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resíduos de alimentos na lixeira

resíduos de alimentos na lixeira

Com a produção dessa informação, podemos pensar e planejar estratégias para evitar o contágio e possíveis epizootias, e controlar infestações.

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Voluntárias Fran e Letícia na Plataforma

Voluntárias Fran e Letícia na Plataforma

Por sua “fofura”, pela simpatia e curiosidade que provocam, é muito comum avistarmos pelo JBRJ, e em praticamente todos os locais com matas urbanas, pessoas alimentando os animais. Muitas vezes os visitantes acham que os pequenos macacos não possuem disponibilidade de comida suficiente, sem saber que, na verdade, como animais invasores, são adaptados a condições de vida muito mais duras e restritivas em seu ambiente natural.

(Callithrix spp.) assediando o Anderson em busca de alimento. Os animais ficam tão acostumados que perdem o medo das pessoas. Foto no Parque Bosque da Barra

(Callithrix spp.) assediando o Anderson em busca de alimento. Os animais ficam tão acostumados que perdem o medo das pessoas.
Foto no Parque Bosque da Barra. Ainda bem que os saguis do Jardim ainda não fazem isso.

O acesso ao alimento, em mata atlântica, para esses animais, é extremamente facilitado e abundante, mesmo nos períodos mais secos do ano. Outras pessoas querem chegar mais perto para tirar fotos, interagir ou mostrar os animais as crianças. Essa conduta é altamente desaconselhada por diversos motivos, mas na pesquisa em questão vemos as consequências do possível transito de patógenos (doenças) e parasitas que podem ser passados de um para o outro através desse contato.

Leia mais sobre os saguis em:

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