O caso do mão-pelada cego, que precisa da sua ajuda

No 1o dia de resgate, o pequeno César. Procyon cancrivorus - Mão pelada

No 1o dia de resgate, o pequeno César.
Procyon cancrivorus – Mão-pelada

Alguns animais realmente são especiais quando resgatamos. Filhotes são sempre especiais, animais raros também. Enfim, existem animais que despertam essa curiosidade e empatia que tornam a convivência com ele especial. Como uma chance de ver o mundo um pouco mais de perto. Na 2ª semana de janeiro resgatamos um mão-pelada (Procyon cancrivorus). Os mão-peladas, ou guaxinins, são carnívoros noturnos, da família dos procionídeos, parentes dos quatis. São tímidos, geralmente solitários, muito inteligentes e habilidosos com as “mãos”. Seus primos norte americanos são mais ousados, mas aqui no Brasil, apesar de não serem tão raros, não se mostram muito.  E são incrivelmente interessantes.

Vários indícios da presença dos mão-peladas no JBRJ:  Em sentido horário:  1a a direita, em baixo: pegadas de mais de um indivíduo na mesma trilha;  no alto: molde de cera a partir das pegadas (patas dianteiras);  no centro: trilha de pegadas em um dos canais do arboreto, na aleia das palmeiras;  a esquerda, no alto: rastros frescos (patas dianteiras); a esquerda, em baixo, rastro próximo à bota, para ideia de escala, patas dianteiras.

Indícios da presença dos mão-peladas no JBRJ (Em sentido horário):
a direita, em baixo: pegadas de mais de um indivíduo na mesma trilha;
no alto: molde de cera a partir das pegadas (patas dianteiras);
no centro: trilha de pegadas em um dos canais do arboreto, na aleia das palmeiras;
a esquerda, no alto: rastros frescos (patas dianteiras); a esquerda,
em baixo, rastro próximo à bota, para ideia de escala, patas dianteiras.

O guaxinim, desolado, quando foi resgatado. Muitos testes de percepção e propriocepção foram realizados em parceria com o CRAS para que tivéssemos certeza da deficiência visual.  Como se trata de um animal noturno, com grande acuidade de faro, ele se mostrou capaz de boa orientação, evitando esmo esbarrar em objetos.

O guaxinim, desolado, quando foi resgatado. Muitos testes de percepção e propriocepção foram realizados em parceria com o CRAS para que tivéssemos certeza da deficiência visual. Como se trata de um animal noturno, com grande acuidade de faro, ele se mostrou capaz de boa orientação, evitando esmo esbarrar em objetos.

Já sabíamos da existência de guaxinins no JB. Vemos suas pegadas nos canais pela manhã, já os flagramos na câmera trap e já houve um caso anterior de resgate de filhote, em 2009. Mas dessa vez foi diferente: O filhote resgatado é cego. Completamente. Fizemos algumas testagens e, junto ao CRAS, encaminhamos o pequeno ao veterinário oftalmologista, Dr. Jorge Pereira, do CEPOV. O problema diagnosticado é genético – Atrofia de Retina. A visão nunca será recuperada. Provavelmente, segundo acredita o Dr. Jeferson Pires, o filhote se perdeu da mãe e dos irmãos em uma das 1as incursões fora da toca. Sendo cego e inexperiente, não foi capaz de acompanhar a família na volta para casa. Foi dar no Cômoro, então, na manhã do resgate, e se deixou capturar.

César. Procyon cancrivorus - Mão pelada Aproveitando o momento do exame físico para observar as patinhas super adaptadas.  Os mão-peladas tem mãos hábeis e as usam nas investigações do ambiente. Além disso tem um faro muito apurado, que permite a caça no período da noite.

César. Procyon cancrivorus – Mão-pelada
Aproveitando o momento do exame físico para observar as patinhas super adaptadas. Os mão-peladas tem mãos hábeis e as usam nas investigações do ambiente. Além disso tem um faro muito apurado, que permite a caça no período da noite.

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Os testes e exames são demorados, mas agora, com um diagnóstico tão preciso, sabemos que a vida em liberdade não é uma realidade para o pequeno César. A missão tornou-se encontrar um lugar onde ele pudesse viver com dignidade uma vida completa, com desafios dignos de sua inteligência afiada, espaço, ambiente limpo e protegido de predadores. Principalmente predadores humanos. Vários santuários se prontificaram a cuidar dele, mas como é um animal com muitos “poréns”, o lugar teria de ser muito bem definido.

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. . . Conheça o Instituto IECOS Conheça o projeto Aratama Encontramos o Projeto Aratama, do Instituto Ecos do Cerrado. A Marissônia, Bióloga mega simpática e diretora executiva, deu a aprovação do instituto. Corremos ao IBAMA, que aprovou a licença para a destinação e, em um super trabalho de equipe, estamos decididos a mandar o César para lá.

Aproveitando o momento do exame físico para observar as patinhas super adaptadas.  Os mão-peladas tem mãos hábeis e as usam nas investigações do ambiente.

Aproveitando o momento do exame físico para observar as patinhas super adaptadas.
Os mão-peladas tem mãos hábeis e as usam nas investigações do ambiente.

Ok, licenças na mesa, o problema agora é o envio. Tem que ser via avião, para Palmas, T.O.. O valor desse envio é de cerca de R$ 300,00, mais o GTA, que é a licença veterinária especial para transito de animais, R$ 90,00, mais a caixa de transporte R$ R$180,00 (tem que ser reforçada e não pode ser pequena), mais as despesas gerais de envio, R$ 100,00… Pois é… Uns 670 reais pra mandar o Cesar pra sua nova casa. Claro que na hora de enviar pode ser menos, mas pode ser mais.

Aproveitando o momento do exame físico para observar as patinhas super adaptadas.  Os mão-peladas tem mãos hábeis e as usam nas investigações do ambiente. Como o César não enxerga, ele passou a tatear o ambiente em busca de informações, além do faro muito desenvolvido. A vida em liberdade é impossível, mas ele poderá ter uma vida longa e produtiva em um ambiente controlado e de boa qualidade, com estímulos e espaço.

Aproveitando o momento do exame físico para observar as patinhas super adaptadas. Os mão-peladas tem mãos hábeis e as usam nas investigações do ambiente. Como o César não enxerga, ele passou a tatear o ambiente em busca de informações, além do faro muito desenvolvido. A vida em liberdade é impossível, mas ele poderá ter uma vida longa e produtiva em um ambiente controlado e de boa qualidade, com estímulos e espaço.

Então, quem puder ajudar… Caso as doações cheguem a um valor maior que o necessário para a viagem, todo o excedente será revertido em alimentação e equipamentos para os animais atendidos pelo projeto Fauna. Para doar: Mais uma vez a Associação de Amigos do JB dando aquela força: Todas as doações são recebidas através da AAJB, de forma idônea e independente. Os valores gastos são comprovados por nota e armazenados em contabilidade para comprovação.aajb Então, quem quiser doar, basta entrar em contato com a Associação pelos telefones 21-2239 9742 ou 21-2259 5026. Toda a ajuda é bem vinda.

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Leia mais sobre mãos-pelada em Mamíferos noturnos não-voadores do JBRJ – por Roberta Costa

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