Captura de saguis para controle populacional

A equipe na plataforma 32C:  Júlia Caetano, Gessica Machado, Giuliana Ferrari (Laboratório de Ecologia e Conservação de Populações da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LECP-UFRJ) ) e Luciana Carnevalle

A equipe na plataforma 32C: Júlia Caetano, Gessica Machado, Giuliana Ferrari (Laboratório de Ecologia e Conservação de Populações da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LECP-UFRJ) ) e Luciana Carnevalle

Nós já contamos Quem são os Saguis (Callithrix jacchus e Callithrix penicillata), e O por quê do Controle populacional de saguis exóticos, sua importância e como é realizado. Pois uma nova captura de saguis aconteceu na semana passada.

Dessa vez pegamos dois grupos em duas plataformas diferentes. Um grupo possuía cinco indivíduos e o outro treze. São tamanhos bem diferentes mas dentro do conhecido para as espécies. Grupos grandes dão mais trabalho e demandam mais pessoal e equipamento para capturá-lo inteiro, e uma verdadeira Operação de Guerra foi montada, com 2 dias para capturar todo mundo.

Professor Verona e alunos no centro cirúrgico.

Professor Dr. Kadu Verona e alunos no centro cirúrgico.

Depois de capturados, os grupos de saguis foram levados para o centro cirúrgico da Fundação Rio Zoo, onde os machos passaram por anestesia e cirurgia para serem esterilizados (vasectomia). É uma cirurgia rápida e também rápida é a recuperação dos animais.

Colocação de colar com código de cores

Colocação de colar com código de cores

Todos os indivíduos, machos e fêmeas, recebem uma tatuagem para identificação, e os adultos ainda recebem colares com 3 contas, que formam um código de identificação.

Nos 2 grupos encontramos antigos conhecido: saguis já marcados, e um com sua tatuagem e colar ainda intacto, da 1ª captura do projeto em 2009, quando ele pertencia a outro grupo. Ele era o único macho em um grupo com mais quatro fêmeas. Aí, garotão! As constantes capturas permitem acompanhar as migrações entre os grupos, crescimento populacional e estado de saúde dos animais.

Um montão de micos! Os grupos são mantidos unidos para não alterar as questões sociais e para que se sintam mais quentes e seguros

Um montão de micos! Os grupos são mantidos unidos para não alterar as questões sociais e para que se sintam mais quentes e seguros

Todos os animais do mesmo grupo ficam juntos, esperando que os machos, que fizeram a cirurgia, se recuperem. Esses ficam em gaiolinhas anexas para se recuperarem da cirurgia. Os grupos são territoriais, familiares e matriarcais, e não queremos alterar sua unidade e comportamento. Assim que os machos (agora estéreis) acordam e passam por acompanhamento e alta, voltam a se reunir com seu grupo e são soltos todos juntos no mesmo local de captura.

Durante todo o processo de recuperação, colocação de identificação, medição e tatuagens, aproveitamos para coletar amostras de fezes e sangue para a Pesquisa de Parasitas em Saguis. Agora as amostras de fezes também servirão para a nova linha de pesquisa com dispersão de sementes, onde teremos o apoio da pesquisadora do JBRJ Tânia Sampaio e da estagiária-voluntária Jehnnifer Mendonça.

Soltura do Grupo 32C, com a ajuda do Caco e do Gustavo

Soltura do Grupo 32C, com a ajuda do Caco e do Gustavo

Atualmente a estagiária-voluntária Luciana Carnevalle é quem tem acompanhado a rotina dos saguis nessas 2 plataformas e seu trabalho vai comparar não só o comportamento pré e pós cirúrgico, como possíveis diferenças entre grupos do JBRJ e  grupos livres que habitam a área do Rio Zoo.

A soltura dos dois grupos se deu em dias diferentes, pois um grupo era beeeem menor e com apenas 1 macho para se recuperar. O 2º grupo acabou demorando mais. Mas agora estão todos soltos, livres, nos mesmos locais que antes, e com seus machos estéreis.

Soltura do grupo 7F, com Caco, Érica, Débora e Gabi

Soltura do grupo 7F, com Caco, Érica, Débora e Gabi

Agora é acompanhar esses caras. E seguir na luta para diminuir a população diminuindo/evitando os nascimentos.

Como você pode ajudar? Não alimente os saguis, nem nenhum outro animal silvestre. Veja aqui o porquê.

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Sobre Cris

Carioca, flamenguista, bióloga, primatóloga, viajante, casada. Metida a fotógrafa.
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