Tamanduá

Tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla) pronto para soltura

Tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla) pronto para soltura

Soltar os bichos é sempre a melhor parte. E alguns animais são especialmente carismáticos, tornando a soltura ainda mais gratificante. Como trabalhamos em parceria com o Centro de Reabilitação de Animais Selvagens (CRAS), muitas vezes encaminhamos animais para lá e acabamos acompanhando a soltura de alguns indivíduos cujo resgate inicial tenha sido na região próxima ao JBRJ. Acontece que a soltura deve ser sempre o mais próximo possível do local do resgate. Assim evitam-se questões com equilíbrio populacional, introdução de indivíduos estranhos ao local, troca de patógenos exóticos, entre outras coisas.

Trilha

Trilha

E dessa vez foi um TAMANDUÁ! Mesmo que não pareça, o RJ está cheio de animais selvagens que a maioria das pessoas nunca vê… tamanduás, tatús, cachorros-do-mato, dezenas de espécies de mamíferos, répteis, aves… Alguns animais são mais tímidos, outros, além disso, são noturnos

Mas o local escolhido para a soltura é que foi o mais legal do dia. O IBAMA faz a licença de soltura, onde indica o local para isso. O ponto é, no caso do CRAS, sugerido pelo Dr. Jeferson Pires, de posse das informações fornecidas na hora que o animal é internado. E o tamanduá era local, de área próximas ao Parque Nacional da Tijuca (PNT) e ao JBRJ, então a licença assim também o era. Com a autorização do PNT e as licenças (sim! Para soltar qualquer animal, tem que ter licença E autorização!!), entramos na trilha do Horto. Na Trilha Trancarioca no trecho entre o DSolARA DA iMPERATRIZ E a Cachueirinha. Sem nosso SUPER guia Caco Sawczuk, essa empreita seria muuuuuuito mais complicada… O Caco é ‘habitué’ das trilhas do RJ e nos levou mata a dentro.

(Tamandua tetradactyla) - voltando para a natureza.

(Tamandua tetradactyla) – voltando para a natureza.

Pegada da trilha Transcarioca

Pegada da trilha Transcarioca

Foi preciso certa logística: trazer os animais do CRAS ao JB, levar as caixas de transporte mata adentro, coordenar os horários para que não fosse cedo demais (o tamanduá tem atividade noturna) e nem tarde demais (precisávamos de algum tempo de luz para voltar)… Confesso, sou meio ruim de trilha… Vergonha total, mas sou.

Fomos pela Trilha Transcarioca, que é marcada por pegadas super fofas que sinalizam o trajeto e tinha sido recém-limpa pelo pessoal do PNT. Recomendo. Foi preciso entrar um bom pedaço, pois o tamanduá não poderia ser solto próximo de nenhuma moradia: o cheiro característico (tão estranho, almiscarado, doce e ácido, quase ferruginoso, tem que sentir pra saber, mas nunca mais você vai esquecer… bom e ruim, ao mesmo tempo) atrai cães que predam esse animal tão importante. Ele, que vinha quietinho na caixa, foi só entrarmos no mato que acordou. Ficou inquieto e botava as garras longas prá fora da caixa como quem diz: Abre logo!! Quando abrimos a porta, ele ainda olhou, desconfiado, antes de sair. E lá foi ele. O local exato da soltura fica entre o PNT, o JBRJ e o céu. E o tamanduázão foi, feliz, em direção ao Parque Nacional da Tijuca. Vida longa prá ele.

(Tamandua tetradactyla) - Voltando pra natureza

(Tamandua tetradactyla) – Voltando pra natureza

 Veja o filme da soltura!

Anúncios
Esse post foi publicado em A Fauna do JBRJ, Animais atendidos, Mamíferos e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s