A semana do Gato

Gato na árvore

Gato na árvore

Tem vezes que a gente brinca que determinada semana é “a semana de tal bicho” tantas são as vezes que ele aparece na rotina. Pois essa foi uma semana de gatos…

Aliás, temos gatos para adoção. Alguém se habilita?

Pois é. Gatos podem ser um problema sério no meio ambiente. Mesmo os animais que tem uma família são caçadores e impactam intensa e repetidamente a área onde estão seus territórios. Tem mais sobre isso nesse post aqui.

De toda forma, foi uma semana lotada de gatos. E em estranhas situações…

Na 2ª feira a gatinha levou seus filhos para o Jardim Sensorial e ameaçava, de dentro do canteiro, todos os incautos que ousavam se aproximar. Valente, ela. Protegendo os bebês.

Pois bem, ali ela não podia ficar, além do perigo para os visitantes, ainda era um lugar que molhava e ia dar problemas: uma parte entre os canteiros, funda e úmida. Fomos tentar

Gatinhos

Gatinhos

resgatar a família, mas a mãe fugiu e levou um filhote. Os outros 5 ficaram. Por mais que tentássemos reunir a família, ela não se convenceu.

Acabou que a Marina e a Priscila, nossas voluntárias, foram promovidas a Amas de leite dos pequenos. Estão todos aos cuidados das meninas, aguardando um lar definitivo. A mãe e seu bebê, escolhas de Sofia a parte, estão bem e estamos monitorando. Não podemos capturar a gata ainda, pois o bebê está escondido no alto de uma árvore. Quase um leopardo!! Em breve vamos vê-lo descer. E colocar o resto da família para adoção também.

Mais informações sobre os bebês aqui  e aqui.

Pensei que estava bem de gatos pela semana, mas nada disso… Fomos chamados para retirar um gato morto perto do Portal das Artes. Infelizmente lá estava ele. Uma lindo gato preto, morto no chão frio, junto à grade. Gatos que acessam a rua tem expectativa de vida reduzida em 2/3 em relação a gatos que ficam restritos ao lar. Doenças como A Fiv e Felv, Esporotricose, ataques de outros animais, brigas por território, envenenamento, atropelamento, maldades em geral, são tantas as possíveis causas de morte que encontrar gatos mortos é relativamente comum. Não adianta amar e vacinar, dar comida e carinho se não castrar e prender. Parece cruel, mas na verdade é a melhor coisa a fazer pelo gato, que vive mais e melhor, e pela sua família, que não fica exposta a doenças que o animal possa trazer da rua. Além de diminuir a multiplicação exponencial de gatos…

103___09E então, a cereja no bolo de gatos da semana: um sujeito subiu a árvore e simplesmente não sabia como descer. Tentamos uma escada. O Gustavo Tato subiu uns 5 metros ou mais e o gato deu linha escalou ainda mais pra cima. Ok, senhor gato, o senhor não pode ficar aí… Chamamos o caminhão com a grua para fazer o resgate. A pessoa que vos fala, apavorada e deliciada, adentrou a grua, equipamentos em punho e subiu. Arrependi-me de não levar a máquina fotográfica, a vista era deslumbrante. Mas o gato era muito medroso e subiu mais que o alcance da grua. Colocou-se em um último galho, muito alto e fino, longe do alcance do puçá e do cambão. Desci vencida pela altura e pela incapacidade do gato de se deixar salvar… Suada.

Em pânico.... E a vez dos profissionais.

Em pânico…. E a vez dos profissionais.

Então entrou na grua o Ricardo Sementeiro, que foi quem avistou o gato antes, para começar. Esse sabe subir em árvore e sabe descer também. Lá o alto ele passou da grua para a árvore e o gato resolveu que ia escalar tronco abaixo… Desceu, feito um foguete, para a parte mais baixa da árvore, olhando o Ricardo descer com o puçá. Quando finalmente conseguimos colocar ele no puçá ele aproveitou o elevadorzinho e saltou por cima das nossas cabeças, se escondendo no mato.

Alto! Mais que a capacidade do caminhão lança...

Alto! Mais que a capacidade do caminhão lança…

Todos nós sabemos o que ele estava fazendo no alto da árvore: caçando passarinho ou caxinguelê… Ele fugiu e vai caçar ouros animais antes que consigamos captura-lo e arrumar adoção. Provavelmente vai se meter em encrencas como essa e talvez não tenha outro Ricardo Sementeiro com olhos treinados para vê-lo no alto da árvore. Pode ser um destino cruel.

Por essas e outras que estamos sempre buscando um lar para aqueles que resgatamos. Aliás, Alguém quer um gato?

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