Microchipando no CRAS

Partiu aventuras!

Partiu aventuras!

E aí fomos para o CRAS. Uma equipe do Fauna JBRJ aprender sobre microchipagem de fauna. Os voluntários que puderam ir, se esbaldaram. O prof. Jeferson deu aquela aula pra galera, mostrou o CRAS, as coleções, animais internados, respondeu perguntas e, como sempre, botou todo mundo pra por a mão na massa.

Profs. Jeferson Pires, Henrique Rajão (PUC) e Antônio Simeão.  O Prof. Antônio é o responsável pelo anatômico da UNESA, realizando a maioria das peças que vemos por lá.

Profs. Jeferson Pires, Henrique Rajão (PUC) e Antônio Simeão.
O Prof. Antônio é o responsável pelo anatômico da UNESA, realizando a maioria das peças que vemos por lá.

Primeiro, aviso, conhecer o CRAS e as peças que estão conservadas na UNESA já é um barato. Tivemos ainda a presença ilustre do prof. Henrique Rajão, que pretende firmar parceria com o Jeferson para pesquisas e, depois, com o super Antônio Simeão  uma fantástica aula a jato de taxidermia e conservação de peças . Mas isso é assunto para outro post…

Peças para estudos

Peças para estudos

Realizando a leitura do microchip do ouricinho

Realizando a leitura do microchip do ouricinho

Começamos pelo ouricinho. Como você pode imaginar, é meio complicado microchipar um ouriço espinhento. O local tem que ser o certo, para não prejudicar o animal, mas ao mesmo tempo, o manejo é, digamos assim, meio dolorido para quem faz a contenção…

Fernanda realizando a microchipagem de cágado

Fernanda realizando a microchipagem de cágado

 

Depois começamos os cágados. Todos os cágados do lago da tartarugas serão microchipados, para o melhor controle da população do laguinho e para que possamos saber quem é quem. Se alguém ficou doente e foi atendido, qual a data, qual o indivíduo cavando ninhos, os fujões, todas as informações sobre eles serão armazenadas no “Grande Livro dos Cágados” (rsrsrsrsrs brincadeira… é só um caderno, com as fotos e informações de cada bicho…).

Catarina e Dr. Jeferson

Catarina e Dr. Jeferson

Com esse controle podemos acompanhar a vida de cada indivíduo, separado da população, com o histórico e as características de cada “toguita”, o que vai melhorar a qualidade de vida delas todas.

Associado a isso, pretendemos esterilizar tooodo mundo, mas isso é outro assunto…

 

Contenção e microchipagem de Jiboia. A Mariana superando o medo.

Contenção e microchipagem de Jiboia.
A Mariana superando o medo.

Depois passamos às cobras. Primeiro uma jiboia. Como todo ano resgatamos e manejamos dúzias de

dr.  Jeferson e a pseudoboa

dr. Jeferson e a pseudoboa

jiboias no arboreto, a ideia é marcar cada manejo, fazer a biometria, fotos de padrão de cor, localização por GPS do local de resgate e da soltura. Enfim, iniciar uma coleta sistemática de dados para sabermos as características da população de jiboias do JBRJ. Algumas vezes temos dúvida se aquele animal é o mesmo do resgate da semana anterior, mas agora vamos ter a certeza de cada bicho. E muita coisa pra pensar e estudar.

Pseudoboa

Pseudoboa

Por fim, já que vamos microchipar as jiboias, vamos microchipar as outras cobras também… Fazendo um trabalho de monitoramento de serpentes no JBRJ que poderá trazer muitas informações sobre esses animais, a sua biologia e ecologia, a convivência com o homem, área de vida, entre tantas possibilidades. Para esse treino, o Jeferson apresentou uma lindíssima pseudoboa. Agora estamos craques, que venham as cobras.

IMG_4835A frase que eu mais temia no tempo que era estagiária no CRAS era: “ah! Tem medo de tal bicho assim assim, então é ele que você precisa aprender a manejar. MEDOS FORAM FEITOS PARA SEREM SUPERADOS”. (Pires, Jeferson; SEMPRE). E é bom saber que, apesar do medo, a galera vem aprendendo cada dia mais a manejar e tratar animais que habitam o pesadelo de tanta gente. E isso é o sonho dos voluntários tanto do JB quanto do CRAS: superar o medo, conhecer a fauna e trabalhar por ela.

IMG_4830Depois

de um fim de semana prolongado na minha humilde residência, as “toguitas” (como a gente, carinhosamente, chama) foram soltas no Laguinho das Tartarugas. Microchipadas e identificadas. As fêmeas recebem marcação no lado direito e os machos, esquerdo.

a marcação no casco é temporária, para ajudar o manejo e a identificação, mas o microchip dura mais de 10 anos.

a marcação no casco é temporária, para ajudar o manejo e a identificação, mas o microchip dura mais de 10 anos.

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