Jacupembas

Foto Alexandre Machado

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Esse post foi feito com a colaboração da Maila, da Mariana e do GuilhermeNossos voluntários e estagiários, sempre um passo a frente.

Se você acha que elas se parecem com galinhas, você está certo!  (uma galinha top model, mas galinha)…  Esses animais são parentes – fazem parte da ordem dos Galliformes – e são bastante avistados no Jardim Botânico ciscando no chão.

Foto Alexandre Machado

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Também permanecem na copa das árvores, dependendo da oferta de alimento, que pode ser frutos, flores, folhas e brotos. São da família dos Cracídeos (um dos grupos de aves neotropicais mais ameaçados de extinção, que incluem a jacutinga e o mutum aqui e aqui), uma vez que essas aves são muito apreciadas como caça por populações indígenas e rurais. As nossas jacupembas (Penelope suparciliaris) tem status de conservção “não preocupante” segundo a  IUCN, pois, apesar de a população dessas aves estar em declínio, esta queda é inferior à 30% ao longo de 10 anos ou três gerações.

Topete da Jacupemba. Foto Alexandre Machado

Topete da Jacupemba. Foto Alexandre Machado

Possuem um topete rudimentar que,

Comendo pitanga

Comendo pitanga

durante os cortejos, se mostra levantado e serviu de inspiração para seu nome científico: Penelope superciliares, do latim, significa “crista parcial e sobrancelha”. O seu nome popular (Jacu), por sua vez, vem do tupi, que quer dizer “aquele que come grãos”. Tem plumagem negra e barbela vermelho viva em ambos os sexos, mais proeminente no macho.

Devido à sua dieta diversificada, são grandes dispersores de sementes e prestam serviço ecológico importantíssimo nas áreas remanescentes em que ainda habitam – como é o caso do Maciço da Tijuca, o qual está inserido o JBRJ.

Foto Alexandre Machado

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Os avistamentos de jacupembas são mais frequentes agora na primavera – a estação do amor, quando esses animais descem ao chão para procurar um parceiro. São bastante territorialistas e, por isso, são muito vistos correndo um atrás do outro por causa das disputas.

Família de Jacupemba. Foto Alexandre Machado

Família de Jacupemba. Foto Alexandre Machado

São animais monogâmicos – assim como os pinguins e as araras – e durante a busca de parceiros, o macho dá comida à sua fêmea, virando e abaixando gentilmente a cabeça, como faz com seus filhotes. Também se acariciam na cabeça, como sinal de parceria. Apesar disso, sabe-se pouco sobre as cerimonias nupciais dessas curiosas aves.

Quando um par se junta, o casal faz ninho em cipoais, às vezes no alto das árvores, em ramos sobre a água ou até mesmo em troncos caídos. Algumas vezes as jacupembas fazem seus ninhos no próprio gramado – um bom argumento para não entrarmos nos canteiros do Jardim! – e o período de incubação é de 28 dias. Quando os filhotes nascem (de dois a três), andam juntos dos pais como se fossem pintinhos e recebem os cuidados de ambos.

IMG_0166Esses filhotes vão crescer até se tornarem independentes e, naturalmente, vão se desvencilhar dos seus pais. Porém, como são animais que vivem em famílias de cinco a

sete indivíduos, é comum que permaneçam no grupo até a maturidade sexual, onde sairão à procura de um parceiro para formar uma nova família e assim, perpetuar o ciclo!

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2 respostas para Jacupembas

  1. Silvia disse:

    Olá,
    No domingo, dia 16/04, chegando para caminhar às 06:10h, assisti à seguinte cena logo na entrada do parque: um gato branco (sem coleira) perseguindo ferozmente duas jacupembas que fugiam dele desesperadas!
    Como o Projeto Fauna pode atuar no sentido de coibir a entrada de gatos no parque?
    Atenciosamente,
    Silvia

    • gabiheli disse:

      Cara Silvia
      Infelizmente, em área urbana, principalmente com tantas residências ao redor, não temos como controlar a entrada de gatos vagantes no JBRJ. Buscamos, constantemente, a conscientização de proprietários e do público, assim como a coibição de oferta de ração para esses animais, mas sabemos que isso, infelizmente, não é o suficiente para impedir a presença deles no Arboreto.
      Infelizmente sabemos que no JB, assim como na maioria dos lugares, a presença de fauna doméstica abandonada ou semi-domiciliada, com destaque para cães e gatos, é uma ameaça constante e crescente para a fauna nativa.

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