Cachorro velho

Felicidade é família! Guigú, feliz dom o dono, rodeado pela equipe que ajudou a cuidar dele. Final feliz de filme de natal.

Felicidade é família!
Guigú, feliz dom o dono, rodeado pela equipe que ajudou a cuidar dele. Final feliz de filme de natal.

Atualização em 11-12-2015

Detesto estar errada. Mas ontem fiquei muito feliz de ter me enganado. Nosso “Rodolfo” afinal, era Guigú. O dono, emocionado, foi encontrado. Graças às postagens de todos, ele foi localizado pela família e voltou para casa, em um perfeito final feliz de filme de natal.

Guigú e o dono. Muito amor!

Guigú e o dono. Muito amor!

Sabe criança, quando o pai vai na escola? Que fica todo orgulhoso, exibindo o pai pros amigos? Então! O Guigú, orgulhoso, voltou rebolativo e feliz para a casa onde vive desde bebezinho. Graças a todos que compartilharam!! MUITO OBRIGADA, essa vitória é de vocês. E meu muito obrigada ao pessoal do Museu, que abrigou o cachorro, em especial à Paula Matos e ao Nascimento.

De qualquer forma, vale o alerta de fim de ano: É a época com mais abandonos. Vamos mudar essa realidade.

em 8/12/15 >> Daí eu chego no JB, cheia de trabalho pra fazer, mal sento no computador e vem a urgência: _Cachorro!

Disponível para adoção

Disponível para adoção

E cachorro no arboreto é um perigo…

Mas esse post é pra falar da dignidade da velhice e de um evento específico e triste que tem uma vítima inocente e indefesa. É a história do Rodolfo. Um viralatão de quase 20 quilos (compactos, bem compactos) e com uns 8 a 10 anos. O velhinho tem artrose e uma perna estragadinha. É prognata e com grandes esbugalhados olhões, dando aquela impressão de que, em algum ponto da linhagem, houve um boxer… mas também tem orelhas de sabe deus e cor de burro quando foge…

Exames na Vet Clinic, na Gávea. No fim, a focinheira foi dispensada...

Exames na Vet Clinic, na Gávea. No fim, a focinheira foi dispensada…

Ele está perdido. Parece abandonado… Perguntamos para diversas pessoas e ele tem sido visto desde domingo rodando pela Major Rubens Vaz e cercanias. Rodou tanto que inflamou as patinhas. Tivemos a sorte de encontrar a dra. Marcia Abreu, da Vet Clinic, que atendeu o velhinho com muito amor e carinho, e ao pessoal da farmácia Sphera, de manipulação, que ajudou com o remédio de artrose. Mas agora começa o nosso problema: destinar o Rodolfo. Quem adota um velhinho??? Um filhote de vira-lata já é complicado, que dirá um vovô… E não temos NENHUMA instalação adequada para ele. Aqui, cuidamos de animais selvagens… Os domésticos são uma contingência… assim, meio um enxuga gelo…

Paula e Aninha, do Museu do Meio Ambiente, e o hospede.

Paula e Aninha, do Museu do Meio Ambiente, e o hospede.

No fim, estamos aqui com o Rodolfo. Os dias dele estão contados pois não podemos mantê-lo no JB e ele não tem onde passar o natal e o ano novo. Na verdade, nem os próximos anos da vida, e podem sem muitos, mesmo velho. O cara dedicou a vida a uma família, amou um dono para quem, desesperadamente, tenta voltar sem saber como. Aceita nosso carinho, resignado, pensando naqueles que o abandonaram sem que ele possa fazer nada para mudar seu destino. (Agora sabemos que o dono, na verdade, um senhor que ama muito esse cachorro, na verdade estava desesperado procurando por ele! Não dá para parar de procurar!)

12356871_10206638723779495_4787547849541632348_oNão posso deixar de me enfurecer com a injustiça e desumanidade de quem abandona um cara desses. Não sei se foi o caso, quem sabe ele está perdido e o dono vai reencontrá-lo, emocionado e grato, e levar seu amigo da vida inteira para casa, onde vão passar juntos os próximos anos que vierem, com muito amor (E foi o que aconteceu! Graças às postagens que todos compartilharam!). Mas, e aí? Ele e outros, velhos e alquebrados, abandonados, com frio, molhados, com fome e dor. Cadê a gratidão? Cadê a humanidade, a solidariedade, o amor? Fico eu, rendida, com o cara no meu colo.

Os Valentes da Fauna, Gui e Jehnnifer, e o Rodolfo

Os Valentes da Fauna, Gui e Jehnnifer, e o Rodolfo

Em resumo, Rodolfo, o cachorro de natal, precisa de ajuda. Na verdade, precisa de um lar e um amigo que o ame, mesmo sabendo que ele é um coroa e que não fará gracinhas de filhotes. De alguém disposto a confortar esse obstinado e corajoso vovô nos anos que virão e que não se importe se ele manca. Ele precisa MUITO de ajuda.

Mais de uma vez já comentamos os riscos que a fauna doméstica inflige aos animais selvagens… São vários problemas, entre doenças, caça, competição, etc,etc,etc… Mas as pessoas teimam em uma visão romântica e muitos cães e gatos são criados com acesso irrestrito a rua e, por consequência, ao mato virando portadores de doenças nas duas vias: tanto de casa para os animais selvagens quanto do mato para a nossa casa.

Final feliz para essa história! Resgatado pelo dono, volta para casa!

Final feliz para essa história! Resgatado pelo dono, volta para casa!

Amando os animais, me sinto obrigada a respeitar a natureza deles, sem nunca desrespeitar a natureza em si. Ou, pelo menos, deixando uma pegada mais leve possível. Nem vou comentar um milhão de coisas a respeito dos problemas milhares de animais domésticos soltos por aí… Isso já tem post específico e literatura abundante.

 

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