Martin Pescador

Um post com a colaboração da Flavia Lage , cujas fotos de martins estavam muito lindas mas não eram do JB… veja mais aqui no link.alexandre-machado-martin-pescado-tetisTem o lago Frei Leandro, né? Então. Olha com atenção nos galhos das árvores próximas, sobre o espelho d’água, muitas vezes tem, lá, observando atentamente o movimento, um Martim-pescador-grande.

No Brasil existem 5 espécies (as 3 últimas ocorrem no JB): Martim-pescador-da-mata (Chloroceryle inda), Martim-pescador-miudinho (Chloroceryle aenea), o menor da família, Martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona), Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana), e o Martin-Pescador-Grande (Megaceryle torquata), de quem trata esse post.

Alexandre-Machado-032.jpgComum e de ocorrência ampla na beira d’água, é a maior espécie da família nas Américas, medindo 42 centímetros e com peso entre 305 e 341 gramas. IMG_1350Tem uma vocalização peculiar que, com imaginação e suficientemente distraídos, confundimos com um ruidoso matraquear. Tem crista arrepiada e um apropriado bico volumoso (cerca de 8cm) que utiliza  como ferramenta de caça e pesca. Apresenta dimorfismo sexual evidente: o macho possui penas cinza-azuladas por cima, colar branco na nuca, ventre alaranjado, cauda cinza, barrada de branco e a fêmea possui uma faixa peitoral cinza azulada e coberteiras inferiores da asa alaranjada. Ambos têm o costume de erguer e baixar a cauda.

Alexandre-Machado-DSCN6361.jpgFrequentador de águas interiores, orlas marítimas e manguezais, é mais comum em rios de grande fluxo de água, áreas abertas e grandes lagoas. Alcança vôos altos, atravessando áreas extensas, e mergulha a partir de poleiros. Preferem pousar em troncos secos, árvores altas, pedras à beira d’água, fios e moirões.

Seus hábitos alimentares são variados, incluindo peixes (preferencialmente), repteis, caranguejos, insetos e batráquios. Martin-pescador_Alexandre-MachadoQuando localizam o peixe, mergulham de cabeça imergindo o corpo todo dentro d’água, capturando-o com o bico e pousando num poleiro, onde batem com a presa em alguma superfície dura até matá-la.

Escavam ninhos em barrancos onde nidificam e a fêmea coloca de 3 a 6 ovos brancos, que eclodem, em média, em 22 dias. Abandonam o ninho em 35 dias.

IMG_1340.jpgRendem fotos fantásticas quando, empoleirados sobre a água, refletem, iridescentes, a luz do dia. Flagrantes com peixinhos na boca são sempre interessantes. Vale a espera nos lagos do JB, até porque, esses, os lagos, são um show a parte…

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